Spinnerbaits

Texto & Fotos: Glauco Oda (glauco@bassonline.com.br)

Nessa matéria iremos explorar um tipo de isca muito especial: o Spinnerbait, que devido sua importância merece um capítulo à parte.

Os spinnerbaits são as iscas número 1 para muitos pescadores profissionais nos EUA e Japão. O 2 vezes campeão do BassMaster Classic (o mais importante campeonato de Bass do mundo), Kevin VanDam é reconhecidamente um grande especialista nesse tipo de isca que já lhe ajudou a ganhar muitos prêmios. Além de ser fácil de usar, o spinnerbait é uma isca que enrosca muito pouco mesmo em estruturas fechadas e ainda possui a vantagem de cobrir grandes extensões de área em pouco tempo.


Cores:
O processo de escolha da cor da isca pode ser dividido em 2 partes: escolha da cor da saia(skirt) e da lâmina(blade) do spinnerbait. Para águas limpas ou dias ensolarados, o mais indicado é cores claras para a saia do spinnerbait. Em dias nublados ou em águas turvas, geralmente as cores escuras são as mais produtivas.
Este pequeno conjunto de regras também serve de base para a escolha das cores das lâminas: em dias ensolarados ou em águas limpas o mais indicado são as lâminas de cor prata, em dias nublados a cor mais produtiva é a ouro(dourado) e em águas sujas as cores cítricas, tais como o verde-limão são as mais indicadas.


Lâminas:
O mais importante fator na escolha do spinnerbait é sem dúvida o tipo da lâmina e o tipo de configuração do spinnerbait, isto é, com 1 ou 2 lâminas. Os principais tipos de lâminas são: Colorado, Willow Leaf e a Indiana.

A lâmina tipo Colorado é a que produz maior vibração, seu formato arredondado (em forma de uma gota d´ água) é a que produz o maior deslocamento de água, como resultado, a tendência da isca é trabalhar em menores profundidades do que os outros tipos de lâminas, por outro lado, a vibração causada na água pode ser sentida pelas linhas laterais do Bass a certa distância e são excelentes iscas para águas turvas onde o principal fator é a limitação de visibilidade.




A lâmina tipo Folha (Willow Leaf) é projetada para produzir grande reflexão da luz (flash) e pouca vibração. Como o atrito é menor, os spinnerbaits com esse tipo de lâmina tendem a trabalhar em profundidades maiores e esse tipo de lâmina é recomendável para águas limpas onde o Bass tenda a usar a visão como primeiro sentido sensorial.



A lâmina tipo Indiana é uma mistura entre a Colorado e a do tipo Folha, isto é, ela possui características dos 2 tipos de lâminas, produzindo menos vibração do que a Colorado, mas em compensação um pouco mais de flash, logo, é uma isca que pode ser trabalhada um pouco mais rápida e é indicada para situações de águas manchadas.

A combinação entre os diferentes tipos de lâminas podem maximizar a produtividade em determinadas situações, por exemplo: é possível utilizar um spinnerbait com 2 lâminas, sendo uma do tipo Folha e outra do tipo Colorado, nesse caso a isca terá uma combinação de brilho (flash) com vibração.

Dica: As lâminas tipo Folha (Willow Leaf) marteladas são as que produzem maior reflexão da luz solar, imitando perfeitamente um cardume de pequenos peixinhos.


Tipos de trabalho:
- Recolhimento contínuo: após o arremesso, recolhemos continuamente sem parar, a posição da ponta da vara deve ficar sempre para baixo, em alguns casos para conseguir maiores profundidades pode-se enfiar a ponta da vara dentro da água e recolher mais lentamente.
- Stop and Go: essa forma de recolhimento consiste em dar 1 volta na manivela da carretilha, seguido de pequena pausa. Essa forma de trabalho é indicada nos períodos de pós-desova.
- Arrastando: essa é a técnica mais difícil de se trabalhar o spinnerbait, é utilizada geralmente nos períodos no qual o peixe se encontra em maiores profundidades, geralmente utilizamos spinnerbaits mais pesados em torno de 21g e também é indicado em algumas ocasiões o uso de traillers.


Quando e onde usar:
Os spinnerbaits são iscas muito versáteis que podem ser utilizadas durante todo ano, são indicadas para cobrir grandes extensões de área em pouco tempo e também são a primeira opção nas condições de vento forte, quando a pescaria com minhocas artificiais fica comprometida.
Como os spinnerbaits são iscas que devido ao seu formato enroscam pouco, elas podem ser utilizadas em vários tipos de estruturas: áreas de troncos cortados e galhadas, drop-offs, às margens das vegetações aquáticas e até em locais mais limpos como flats e bicos.


Traillers / Segundo anzol:
Muitos Prós consideram o uso do trailler desnecessário, outros não. Embora o assunto seja polêmico, em pescarias rápidas ou quando o peixe está ativo o mais recomendável é não utilizar traillers, já em situações quando o peixe está inativo, arrastando o spinnerbait ou em apresentações verticais o trailler poderá ser utilizado.
Assim como o uso dos Traillers, o uso do segundo anzol ou assist hook causa um pouco de divergência, o uso do segundo anzol pode aumentar o número de fisgadas, entretanto, os danos ao peixe podem ser maiores além de aumentar a possibilidade de enroscar a isca.




Equipamentos:
Varas: de preferência as de Glass específicas para spinnerbait, ou varas entre 6” e 7” (17~20lbs) com ação moderada.
Carretilhas: o mais indicado são carretilhas com recolhimento lento 5:1.
Linhas: Fluorcarbono entre 12 e 17lbs.



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