SPBM - 1º ETAPA
Cachoeira da Fumaça (01/05/2005)
TEXTO: Glauco Oda (glauco@pesquesolte.com.br)
FOTOS: Jum Tabata / Tchel / BlackBassAventura

A 1º etapa do campeonato do São Paulo Bassmaster 2005 foi um grande sucesso!
18 duplas enfretaram o tempo ruim e foram testar suas técnicas numa prova muito difícil e equilibrada, mas sempre num perfeito clima de competição sadia e de confraternização.
Os preparativos para o torneio começaram no dia anterior, onde muitas pessoas optaram por ir até a marina sede da etapa para participarem de um grande churrasco.
A prova
Dada as últimas explicações nas regras pelos organizadores, foi dada a largada para a competição em várias baterias de acordo com a potência do motor de popa.
A maioria dos competidores adotaram a estratégia de explorarem o lado de baixo da represa o que em certas horas ocasionou um congestionamento em alguns pontos de pesca, mas o que mais dificultou a pescaria na opinião da maioria dos pescadores foi a entrada da frente fria alguns dias antes do torneio.
Com isso, o peixe ficou muito lento e inativo, comendo em apenas alguns determinados períodos do dia.
No total apenas 11 peixes foram medidos e soltos, a maioria das duplas não conseguiu fisgar nenhum exemplar acima do tamanho mínimo (30cm), com isso a próxima etapa dia 26 de junho na represa do Atibaia promete esquentar mais ainda a disputa para a classificação para a grande final.
A dupla campeã foi dos pescadores Marquinhos Hamamura e Jum Tabata com 2 peixes (69cm), em segundo lugar: Braguinha e A.C e em terceiro lugar Marcelo Hideo Nomura e Sérgio Benassi (Tuco).
O maior peixe foi capturado pela dupla Marcos Hiroshi Ito e Mussum com 40cm.
A estratégia da dupla campeã
"Montamos as mais diversas tecnicas possiveis. E,acredito que devido à entrada das frentes frias, as técnicas utilizadas nos treinos não funcionaram.
Nos treinos, a isca mais utilizada foi o Rubber jig.
Os peixes foram capturados no down-shot wacky, em profundidades médias e em trabalhos lentos.
A estratégia, devido ao tamanho da represa, era explorar bem um ou dois pontos que ninguem havia batido, e depois tentar usar técnicas diferenciadas ou bater em locais já batidos em horarios mais favoráveis."
Marquinhos Hamamura
A estratégia da dupla Braguinha e A/C (2º colocado)
"Desde o início da semana eu e o meu parceiro A/C sabíamos que só teríamos chance de subir ao podium se esfriasse e chovesse muito, pois nesse caso de mudança brusca na qualidade da água os basses ficam meio perdidos e quem tem mais chance de encontrá-los são os pescadores que conhece muito bem o peixe e a represa com um histórico de dias parecidos.
Enfim, chegou o dia e não tínhamos mais do que 3 pontos para pescarmos e tentar pelo menos pegar alguns peixinhos para não passar vergonha, sabíamos que não seria fácil, pois eles estariam na meia água e muito lento, a primeira idéia foi seguir os considerados favoritos e só depois tentarmos os 3 pontos que já conhecíamos, porém desistimos pois percebemos que a parte de baixo da represa ficaria congestionada, então decidimos que iríamos ficar nos 3 pontos e insistirmos usando todas as técnicas que conhecemos e contando muito com a sorte.
Resumindo, pegamos 8 peixes no total, 3 peixes pequenos, 3 de 29 cm, 1 de 30.5 e o maior de 36cm, as técnicas utilizadas foram: han-han, jig wacky e midosto. Entretanto eu e o A/C ainda perdemos 2 peixes grandes no chuting... É isso ai, pensando bem acho que no final das contas demos muito azar no final.
Sempre e bom lembrar: como sempre fala meu parceiro às vezes e muito melhor ter sorte do que saber pescar."
Braguinha e AC.
A estratégia da dupla Tuco e Marcelo Hideo (3º colocado)
"Nós havíamos definido uma estratégia sólida após os dias de treinos, mas quando chegamos a Marina no Sábado (dia anterior a competição), notamos uma brusca alteração na pressão, o que fez com que mudássemos as montagens que pretendíamos utilizar e também a seqüência com a qual pretendíamos bater os pontos.
Sabíamos, em função dos dias de treinos, que os peixes grandes estavam comendo em um determinado “range” de horário, e por isso nós insistiríamos em pontos fortes nessa hora, evitando assim passear de barco na “hora do peixe”. Isso se manteve no dia do torneio, porém essa faixa de horário foi bem reduzida de forma que pegamos os 2 peixes com intervalo de 15 minutos , em horário e local onde sabíamos que eles estariam ativos.
Acho que o fator preponderante para essa campeonato foi a ADAPTAÇÃO, pois os “Rigs” e os locais tiveram que ser alterados em função das variações climáticas daquela semana. Outro ponto importante foi explorar os pontos da maneira certa, pois sabíamos que a estratégia de “cobrir” uma grande área não geraria bons resultados, era necessário insistir nos pontos fortes, com “Rigs” sutis e trabalho lento . . .. sabíamos que o peixe estava lá, só que ele estava inativo."
Tuco / Marcelo Hideo
Outras fotos:
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